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O(s) regresso(s)

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Estreou a peça Ajax, Regresso(s) , de Jean-Pierre Sarrazac, uma produção do Teatro da Rainha, encenada pelo Fernando Mora Ramos. É a 63ª peça para a qual concebi a musica ou o cenário acústico, quinta peça escrita por Sarrazac em que participo. Começou com a importante experiência que foi o Menino Rei , continuou com Envelhecer diverte-me , a Paixão do Jardineiro,  a Morte de um DJ e prossegue agora com este Ajax, Regresso(s). Regresso, também eu, com este  Ajax, Regresso(s)  ao Teatro da Rainha, companhia para a qual trabalhei em trinta outras produções, para além dos cinco referidos textos de Sarrazac, após um relativamente longo interregno. Regresso também com algumas sonoridades que me trazem à memória as minhas primeiras colaborações com a companhia. Ao contrário da figura da epopeia Homérica ou do herói do drama sofocliano, este Ajax é um personagem que nos suscita arrepios. Nada parece capaz de apagar a sanha sanguinária que o faz correr. Tentar compreendê-lo...

I mix, I scratch, I sample...

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Depois de O Fim das Possibildades, o Teatro da Rainha volta a Jean-Pierre Sarrazac com a Morte de um DJ . Já quase perdi a conta, mas creio que este será o meu 28ª trabalho com esta companhia, a que se devem juntar mais cerca de uma dúzia de outros trabalhos que envolveram o TR integrado noutras estruturas ou coproduções. A encenação desta nova produção do TR, cujos ensaios começaram agora, é da responsabilidade de Fernando Mora Ramos, que assina também a tradução. Faço parte de uma equipa de amigos, um cadinho de ternuras e cumplicidades, muito talento, dedicação e profissionalismo, que integra os actores Alexandre Calçada , Fábio Costa e Maria Quintelas, José Carlos Faria, responsável pelo cenário e António Plácido que concebe a luz. Um texto intrigante e actual, sobre a Europa, depois de acordar, sem maquilhagem, após a queda do Muro, a precariedade, a dessolidariedade , o abandono, a barbárie. Uma música a condizer. Post-barroca. Electrónica. Okupa ! Mais notícias à medid...